dachshund

No outro dia, estava eu a travar uma luta com um nigiri de dimensões anormalmente grandes, enquanto tratava de “negócios” com a ilustradora do blogue, quando irrompem dois amigos restaurante adentro pensando, inocentemente, que iam desfrutar de um momento romântico. Por educação lá se sentaram connosco, as “fura-dates”, e ainda bem pois, caso contrário, nunca teria ouvido falar da posição bulldog. Conversa puxa conversa e como tínhamos a mesa repleta de versões de cor do post do sexo anal dificilmente não falaríamos de sexo. Bom, em rigor, as minhas conversas passam, invariavelmente, pelo sexo. Oh well.

Então em que consiste a posição bulldog? Talvez não me encontre a facultar-vos informação pertinente ou nova mas, já eu, fui inundada por uma profusão mental de versões cómicas do doggy style. É precisamente disso que se trata – a posição bulldog é uma evolução da posição “de 4” ou à canzana. Na verdade continuo sem saber exatamente de que se trata. Entre sushi e sashimi a melhor teoria que surgiu implicava alguém com a cara amarfanhada na almofada culminando, após contacto prolongado, em cara de bulldog. Pensem, podia ser pior e ficarem com cara de Chewbacca. Devo dizer que as minhas investigações posteriores via youtube me desiludiram bastante – aparentemente designa-se bulldog porque o sujeito passivo usa os punhos fechados como apoio e arqueia os braços, resultando naquele ar abrutalhado e atarracado dos bulldogs. Uma deceção.

Quanto ao exercício imagético é delicioso. Com criatividade chegamos a posições canídeas fantásticas. Ora vejamos a “posição salsicha” reportar-se-ia, necessariamente, a alguém estatelado ao comprido numa qualquer superfície, ficando com aquele rasteirinho bem característico da raça. Uma outra hipótese seria a “posição Basset Hound”, uma derivação do acasalamento de um buldogue e de um salsicha, bem rente ao solo e de semblante vincado de almofada. Já se tiverem um corpinho à la Kate Moss, serão sempre um galgo, independentemente da posição, secas e rapidinhas (que aquele bicho corre que se farta). Agora que penso, qualquer posição canídea é rapidinha. Por fim imaginem um collie: “Ai querido ponha. Quero imennnso”. Pronto, aqui talvez seja necessário que concebam que vivem na Quinta da Marinha ou em qualquer outro local em se foda na 3ª pessoa.

Se tudo correr nos conformes qualquer cadelinha com cio se transmutará num caniche ruidoso, passando ou não por uma metamorfose canídea como as descritas acima.

(Yep, acabei de escrever o post mais parvo de sempre)