Já escrevi anteriormente sobre antevisões do desempenho sexual feminino. Pretendo neste post deslindar de uma vez por todas o rácio pénis-antebraço, porque toda a gente sabe que é a única e genuína forma de medição infalível. Ou não.

Após uma breve inquisição por whatsapp sobre este tema fiquei ainda mais confusa. Enquanto alguém jura a pés juntos que a relação de grandeza se verifica através da medição de determinado elemento corporal aparece alguém com experiência comprovada in vivo do contrário. Mas vamos lá aos dizeres populares:

O pénis é inversamente proporcional à altura

É do conhecimento geral. De tal modo que até há correspondência em linguagem gestual. Devo dizer que há poucas banalidades que me irritem tanto como ver alguém de polegar na vertical e o indicador espetado questionando “Sabes o que dizem dos homens pequenos, não é?”. Deixem-me.

Quanto maior o nariz, maior o membro

E assim se explica a minha tendência a amores com narizes de dimensões importantes desde tenra idade. Já os meus amigos da psicanálise diriam que isto tem mais a ver com o nariz do meu pai do que com os ditos da população. Oh well.

Pé pequeno, pila pequena

Já se sabe. O raciocínio é do género do anterior. Não é a parte pelo todo mas a parte pela outra parte. Portanto: extremidades grandes indiciam coisas grandes; e as pequenas só podem ilustrar coisas pequenas. Uma lógica indiscutível. Claro que me pergunto se estamos a falar de números de calçado em absoluto ou em proporção.

 Vê-se pela grossura dos dedos

A espessura do pénis? Portanto dedos matarruanos implicam um grande encorpamento peniano. Mais vale mudarmo-nos todos para o campo.

  Não é nada disso! É pelo antebraço

Nesta fase já se me esgotaram os comentários.

  Eu cá não confio em loiros

Caros suecos podem ter o Ikea e dominar o mercado do mobiliário mas aqui nas terras que beneficiam de ajuda económica externa consta que são frouxinhos. E porque não confiava a pessoa em questão em loiros? Níveis de testosterona inferiores, disse ela.

Estão a perceber o que se passa, não é? Alguém pôs uma cunha pelo macho ibérico. Isto, se ignorarmos a questão dos pés, um paradoxo complicado. Tem que ser pequeno mas nada de pés pequenos, um mau agoiro.

Na verdade o melhor melhor é avaliar o tamanho do talento masculino pelo volume acumulado na fachada das calças. Não estive nesta edição da Moda Lisboa mas suponho que ainda não é desta que voltamos às calças largas. Muito obrigada skinny jeans, não só traduzem o melhor de pessoas de parca estatura como eu como ainda são a forma mais segura destas averiguações pré-coito. É que com este tempo já não há desculpas para uma ida à praia de sunga.