bush-01

Eu andava a evitar mais um post destes. Já está na altura de voltar ao meu registo original, em que discorro disparatadamente sobre um tema sexual puro e duro. A verdade é que fui brindada com um daqueles fins de semana em que até tinha planeado ir aos meus pais e tal mas enrodilhei-me nas finas teias da socialização fraterna e fui antes presenteada com memórias avassaladoras.

Há um momento importante na vida em que uma pessoa adere à depilação brasileira. Esta ocasião, também designada por “Fui à Elsa e voltei com um hitler”, tem patente uma mutação sem retorno no styling púbico, que não mais volta à forma clássica ou tão pouco permite um revivalismo de inspiração vintage. Até que uma pessoa pensa, “Se é para ser assim mais vale ir tudo”. Errado. É que antes de aparecer uma Clínica do Pêlo (não usam o novo acordo), em todo o bairro respeitável a cera assumia-se como o único método comprovado de dolorosa eficácia. Já a efetividade não é uma caraterística que pudéssemos acrescentar à lista de especificações. É que a adoção provisória de um bigodinho implica o surgimento do seu negativo cerca de uma a duas semanas após a ponderada decisão de ir total. Não sei se estão a perceber o que estou a dizer… Não nasce tudo ao mesmo tempo!!! E emerge um hitler invertido. Como se não fosse suficientemente desagradável sentir um símbolo do nacional-socialismo a proliferar numa zona tão íntima podia dar-se o caso de ter que ostentar tal marca. “Errr eu, não costumava ser assim, foi a esteticista”. E assim se adere à estética vulvar de influência porno.

É um bocado fazer o papel de amiga estoica e ir à farmácia do bairro ao lado comprar a pílula do dia seguinte para outrem – podemos negar culpabilidade, mas ninguém vai acreditar em nós. Adolescência, em ti bebo frequentemente inspiração.

Para a semana trarei notícias incríveis acerca de ereções matinais… Wait for it… Em ambos os sexos! É verdade é.