Masculinidade tóxica

Fala-se muito de masculinidade tóxica mas não sei se é claro para toda a gente o que significa. A primeira coisa a saber é que masculinidade tóxica e machismo não são a mesma coisa, apesar de terem origens semelhantes. Enquanto machismo, de forma extremamente simplificada, se refere à crença consciente ou inconsciente de que os homens são superiores às mulheres e que, consequentemente, há tarefas e/ou posições laborais ou sociais que não devem ser desempenhadas por estas, estando na base de comportamentos de discriminação e opressão das mulheres; masculinidade tóxica remete às expetativas estereotipadas e socialmente construídas do que é ou deve ser um homem  – alguém forte (ou abrutalhado?), autónomo (ou autocentrado?), assertivo (ou agressivo?) e sexual (ou hipersexual?) – que estão na base da opressão tanto das mulheres, devido ao machismo, como dos homens que possam não apresentar estas características que, convenhamos, são muitos. Tanto o machismo como a masculinidade tóxica têm os mesmos princípios base: o poder, ou a manutenção do poder masculino ou patriarcal, e o binarismo de género (a noção de que há apenas dois géneros que são biologicamente definidos e que acarretam consigo características específicas). Isto é uma forma muito, muito superficial e pessoal de explicar estas duas coisas. É uma simplificação de algo muito maior e complexo mas de que eu faço sentido assim. Espero que ajude a compreender melhor as diferenças entre estes dois conceitos que andam aí na boca to mundo.

Autor: prontoadespir

Sexo descomplicado.

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