Archives for category: Artes & Letras

É exatamente isso. Tesão filmada com drones.

“Drone Boning” é o primeiro vídeo porno gravado com drones com realização de Brandon LaGanke que planeou “Filmar paisagens belíssimas e pôr pessoas a foder lá”. Não o explicaria melhor, é mesmo isso. Da companhia Ghost+Cow:

“Batendo Punhetas” é o nome do 2º capítulo do delicioso “O complexo de Portnoy” de Philip Roth. Deixou-me cheia de vontade de escrever sobre a adolescência… Deixo-vos um excerto:

Veio depois a adolescência – metade da minha vida desperta trancado na casa-de-banho, disparando os meus cartuchos para dentro da sanita, ou para cima das roupas do cesto da roupa suja, ou splat, contra o espelho do armário dos medicamentos, diante do qual me postara, arriando as calças, para ver o aspeto da coisa a jorrar cá para fora. Ou então estou curvado sobre o meu punho em movimento, olhos cerrados mas boca bem aberta, para receber na língua e nos dentes o molho viscoso de soro de leite e Clorox – embora não fosse raro, na minha cegueira e no meu êxtase, apanhar com tudo na poupa, como um jorro de Wildroot Cream Oil. E assim vivia num mundo de lenços de pano e papel amarrotados, de pijamas manchados, com o meu pénis vermelho e inchado, no perpétuo pavor de que a minha abjeção fosse descoberta por alguém que me apanhasse no frenesim de alijar a minha carga. Mas mesmo assim era absolutamente incapaz de manter por muito tempo as mãos longe do pirilau quando este começava a trepar-me pela barriga acima”. p.23

henry_miller-15

“Eu tinha uma ereção tão a sangue frio que estava convencido de que não seria capaz de me vir. Além disso, interessava-me observar a performance como um espetador. Tirava-o quase todo, passava a ponta à roda das pétalas sedosas e molhadas, enfiava-o de novo e deixava-o ficar como uma rolha. Tinha as duas mãos à volta da sua pélvis, a puxá-la e a empurrá-la como me apetecia. «Faz, faz, ou dou em maluca», suplicou. Convenceu-me. Comecei a trabalhar nela como um êmbolo, fora-e-dentro, dentro-e-fora, a todo o comprimento, sem parar, enquanto ela gemia, Oh… Ah, Oh… Ah! E de súbito, zumba! Esguichei como uma baleia.”

In “Sexus”

Filminho delicioso (já antigo) da série #DefineBeauty da revista Nowness. Muito bonito ❤

banksy_no-ball-games_unurth_1000

Não sei se o Banksy foi apanhado ou não mas acho que o mais importante a reter é que quem quer que tenha sido preso estava a trabalhar num mural com Fappy, o golfinho anti-masturbação. O nome real de Fappy é Paul Horner, o nome noticiado como respondendo à verdadeira identidade do artista urbano… Muahahaha!

https://www.facebook.com/fappythedolphin/timeline

Deixo-vos um filme muito bonito que George Harvey realizou para a NOWNESS. A performer de pole dance é Sarah Scott. Apreciem:

large-ky-15

Neste dia que parece noite brindo-vos com uma fotografia da série a preto e branco “O Parque” de Kohei Yoshiyuki tiradas nos parques Shinjuku, Yoyogi e Aoyama em Tóquio nos anos 70. O fotógrafo documentou os encontros sexuais de alguns casais nestes parques públicos e aqueles que os observavam, e por vezes se juntavam, a estes encontros.

 Imaginem serem flashados neste momento de intimidade?

 Deixo o link da exposição:

http://www.yossimilogallery.com/artists/kohe_yosh/?show=0&img_num=0

 

henry_miller-15

Li recentemente o “Sexus” do Henry Miller. Confesso que Mr. Miller, a personagem ficcional e autobiográfica, me começou por irritar. Achei-o um parasita psicopatado e arrogante. A forma como parecia dispor dos outros causava-me uma enorme sensação de estranheza, surpreendendo-me desconfortavelmente – experiências dos sentidos apenas ultrapassadas pelas causadas pelas personagens femininas. Tolas ao ponto de merecerem estalos. Ou pelo menos ele assim as representava. Passei o romance, na íntegra, pensando “Não volto a ler nada deste tipo, que se lixe a trilogia”. O que é interessante era que, acoplada a esta rejeição da personagem, galopava a vontade de saltar de cena em cena de sexo. Dei por mim lendo dezenas de páginas na diagonal, na excitação de me deparar com o seu próximo encontro sexual. Felizmente, nesta fase de vida do Henry Miller, tal nunca se fazia esperar.

Não utilizei a expressão “excitação” por acaso. Excitante é efetivamente o termo. Não tenho dúvidas acerca da agravação da frequência punheteira proporcionada pelo “Sexus”. É absolutamente maravilhoso. Até para as mulheres. As descrições são cruas e absolutamente detalhadas. O tipo descreve-se como tendo uma virilidade mitológica, claro está, e um desejo insaciável, mas mostra-se muito orientado para o prazer feminino. As suas (múltiplas) parceiras estão sempre molhadas e sequiosas pelo seu toque ou língua, prendas que este lhes oferta sem hesitar. Têm sempre orgasmos e querem sempre mais. O Henry, um mouro de trabalho na cama, nunca lhes nega nada, além de que tudo o que lhes faz espontaneamente é recebido como uma dádiva. As descrições do seu pénis, em qualquer dos estados, são inteiramente realistas, verdadeiras ilustrações.

Eu sempre gostei de descrições. Os primeiros capítulos de “Os Maias”, uma tortura para alguns, foram um miminho para mim. Mas esqueçam os maples do Eça e deleitem-se com um excerto do Henry Miller:

“Parecia mais sedosa do que nunca, a cona dela, e eu deslizava os dedos para dentro e para fora, como quem toca um banjo. Estava com uma daquela ereções inchadas, a meia haste, que tornam a pila ainda mais agressiva do que quando está completamente cheia. Suspensa na minha braguilha, roçava na coxa dela. Ainda estava nua. Comecei a secá-la, a pila a endurecer aos poucos e a estremecer com pequenos espasmos na direção dela. Finalmente, não aguentou mais. Pôs-se de joelhos e meteu-a impulsivamente na boca. Passei-lhe os dedos pelos cabelos, a acariciar as orelhas e a nuca, e depois agarrei-lhe os seios e acariciei-os suavemente, deixando-me ficar nos mamilos até endurecerem. Ela tinha aberto a boca e lambia-me a pila como se fosse um doce.

– Mete, mete! – Pedia ela, a baba a sair-lhe dos lábios, a mão à procura da pila para enfiá-la.

– Meu Deus, agora é que te vou foder como deve ser. Não te preocupes que não me venho. Mexe-te o que quiseres… Sacode-te para cima e para baixo… Assim mesmo.

– Não te vens, pois não? – Pediu-me, os olhos no espelho do lavatório. – Estou toda aberta…

Aquele “toda aberta” despertou toda a minha luxúria. Enfiei-o devagar, aos bocadinhos, a mexê-lo de um lado para o outro, a roçar as pregas e o forro da cona toda aberta, até sentir a entrada do útero; foi lá que o enfiei com força, cravando-me ao rabo dela como se quisesse deixá-lo lá para sempre.

– Oh, oh – gemia ela – Não te mexas, por favor, aguenta!

Aguentei-me sim senhor, mesmo quando o traseiro começou a rodar, desvairado.

– Sabe tão bem – disse ela, a cabeça a descair, como que desarticulada do corpo. – Estás maior, sabes? Está apertado que chegue para ti? Estou tão aberta.

– Está bom – disse eu. – Encaixa lindamente. Olha, não te mexas mais… Aperta-a, só… Sabes como…

Virei-a para mim, a minha pila a brilhar com o líquido dela, e dura como um poste.”

And so on…

É possível que após a sua leitura tenham necessitado de uma incursão privada à vossa roupa interior. Percebo perfeitamente.

O que não percebo são os meus sentimentos em relação ao Henry Miller. Ele faz um uso instrumental de todos em seu redor, mas nunca deixa de lhes ser querido. Até as mulheres com quem se relaciona parecem somente ofender-se por curtos instantes, aceitando-o, por fim. Estas mulheres, que ele vê como tolinhas com a maturidade (e hormonas) de uma adolescente, parecem representar uma sua fantasia naïf, extraordinariamente sexuada, mas naïf, não obstante. São elas que lhe vão passando a perna e Henry não as compreende realmente. Eu também não o compreendo de facto e, apesar de ter prometido não voltar a lê-lo, fá-lo-ei certamente. Intriga-me a personagem. E é excitante, claro.

Por favor que alguém a me ajude a resolver esta minha ambivalência em relação ao Henry Miller.