Archives for category: Propostas decentes

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Estou em casa a recuperar de uma gastroenterite. Entre o aborrecimento e desconforto deparei-me com o trabalho de John Kacere, que reuniu esforços de representação na secção média do corpo feminino. Não só apreciei o foco como está na ordem das minhas preocupações do dia hoje. Assim sendo deixo-vos o link para o artigo da Justapoz Magazine em que o encontrei.

 

O primeiro dia do ano pode muito bem ser o mais preguiçoso, sobretudo se coincidir com um domingo. Imagino parceiros em todo o mundo a recuperar das festividades entre o sono e o amor. Este é um dos pequenos filmes da revista Nowness da série “Sex and Sensibility”. Bom ano aos que se amam a si e aos outros neste início de 2017.

Eu sei que ando calminha mas ando a preparar umas novidades para vocês… Para a semana rumo ao Brasil e à Filipa com quem muito discutirei este blogue – e São Paulo e as praias e os costumes – e voltarei cheia de histórias para contar, prometo. Por agora deixo-vos mais um filme da Nowness, sempre deliciosos. Este é dos Dent De Cuir, um coletivo de realizadores estabelecidos em Montreal. “It is about a girl, a bad one, who’s too sexy for human beings…”

“Dye: She’s Bad” by Dent de Cuir – NOWNESS from NOWNESS on Vimeo.

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Venho por este meio revisitar o tema do sexo anal e sentimentos associados. Confidenciou-me a namorada do meu irmão que quando se estreou no blogue foi logo o que lhe calhou, pelo que não voltou a fazer mais nenhuma incursão até esta o voltar a convencer que era seguro. Reparem que eu falo sobre sexo, não necessariamente sobre a minha atividade de campo, mas mesmo assim julgo que vou proceder a um novo trauma ao rebento mais novo. É um novo tipo de bullying fraterno. Já agora desculpa Pedro, por ter permitido que a mãe te castigasse pelas minhas “porcarias” (termo cunhado ao mau uso dos objetos domésticos lá de casa, que é como quem diz escangalhar brinquedos e sujar a alcatifa – estávamos na virada para os anos 90, um momento glorioso para a proliferação dos ácaros). Espero ter compensado quando fingia que não sabia que bebias Baileys às escondidas. Vamos lá:

“Ambivanalência”
Ambiguidade de sentimentos que se prende com o desejo de inserção de um objeto sexual ânus arriba e concomitante avaliação de risco da atividade.

Já fiz uma exposição acerca do assunto em Maio de 2014 e, precisamente, por se tratar de uma questão a que se associam pensamentos e sentimentos simultaneamente positivos e negativos, passo a apresentar ações para a extinção destas contrariedades.

Regra nº 1: caso a ideia de sexo anal cause somente sentimentos de repulsa ou medo não o pratiquem. Ninguém deve fazer nada que não deseje efetivamente. Estes manuais servem somente aqueles com algum nível de ambivanalência. Para aqueles sem afetos positivos para com a atividade resta a comunicação assertiva com @s parceir@s e a fruição do sexo como bem entenderem. Felizmente há muito a explorar.

Manual para principiantes
Há que tratar a analidade com a cortesia proporcionada à virgindade mas aproveitando os conhecimentos adquiridos com a nossa Estória Sexual. E o que retiramos de mais importante? É que não há coito sem vontade. Para os homens isto é fácil de compreender porque a biologia lhes fornece pistas óbvias, nomeadamente a afluência sanguínea tumescente que implode do pénis e parece conferir-lhe estrutura óssea. Já os indícios de frenesi feminino são somente visíveis da primeira fila, apesar de facilmente discerníveis através do tato. Portanto, idealmente, a penetração anal ocorre num momento de grande excitação sexual.
O que fazer se esta prática for desejada mas não necessariamente acompanhada de sintomas de lubrificação em barda, devido ao medo da porcaria, contágio, dor? Três coisas: 1) Podem recorrer a um laxante ou efetuar uma limpeza com um enema, que usa água; 2) Devem utilizar preservativo, uma vez que é uma boa forma de evitar a contaminação por bactérias. Nunca, mesmo nunca, retirem o pénis (ou o que for) do interior de ânus e voltem a colocá-lo em qualquer outro orifício, pois muito facilmente dará direito a infeção. Daí a pertinência do preservativo – caso a tentativa de sexo anal não corra bem retira-se o preservativo e arranja-se moral para desbravar outros territórios. 3) Por último, necessitam de lubrificação – natural, proveniente da saliva ou de um lubrificante de compra. Optem sempre por aqueles de silicone e não à base de água, que tendem a desaparecer.

Manual para iniciados
Entrou? Então sai. Errado. A entrada ânus acima pode ser desconfortável ou dolorosa mas a sua saída é mil vezes pior. É um momento twilight zone em que julgamos ter regredido ao tempo em que usámos fraldas. E ainda por cima dói. É possível que esta prática só se torne absolutamente confortável após algumas tentativas, se é que alguma vez tal ocorrerá. A melhor opção para a tornarem tolerável é efetuarem a inserção apenas até onde conseguirem e, em vez de grandes patifarias, limitem-se a movimentos curtos, sem grande amplitude e, sobretudo, comuniquem! Se vos for somente viável inserirem a glande (cabeça do pénis), por motivos de desconforto maior, é isso mesmo que devem fazer. Talvez de próxima já vez seja possível mais um centímetro. Já vi razões piores para tatuar uma régua no local.

Manual para avançados
Quando a prática de sexo anal se dá espontaneamente e os níveis de ambivanalência são já risíveis. Só tenho uma dica. Nunca mas mesmo nunca praticar sexo anal e ingerir mexicano genuíno, nessa ordem, a não ser que queiram promover a autocombustão espontânea com foco de ignição esfincteriano. Quem diz mexicano diz qualquer coisa picante e clandestina lá para os lados do Martim Moniz que a vossa herança genética seja incapaz de metabolizar e obrigue à expulsão célere. E ardente.

 

Clodomiro, uma marca italiana, é um negócio de família. Gerido por pai e filha Zagnoli conta com pratos e t-shirts ilustrados e com um lenço de seda.
04_Emma_8af66e60-0f0c-4fee-867a-4c171e63e478_grande Leia o resto deste artigo »

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Apresento-vos, caso não vos tenha sido já apresentado, Harry Peccinotti – um fotógrafo conhecido pelo seu trabalho de cariz erótico, reconhecido pela Pirreli nos calendários de 1968 e 1969. Aqueles calendários frequentemente observados nas oficinas dos mecânicos (que eu tomei contacto no escritório do meu avô, que era contabilista mas que desenvolveu uma predileção por calendários com mulheres nuas depois da minha avó morrer). Os da Pirelli são dos bons, com gosto impecável, são só editoriais de moda particularmente sexy.

As suas fotografias são normalmente planos das sensuais formas e faces femininas, sem remeter para a pornografia explícita. Deixo-vos algumas fotografias e links em que encontram o seu trabalho Leia o resto deste artigo »

❤ Ilustrações de André da Loba do livro “Obscénica”, de textos eróticos e grotescos, de Hilda Hilst ❤

Ou chocolate, ou outra coisa qualquer. O importante a reter é que transforma o aroma da flatulência em algo agradável.

Foi Christian Poincheval, um francês que poderia perfeitamente ser natural do Pólo Norte, que inventou este comprimido 100% natural (independentemente do isso signifique) após uma profícua pesquisa em laboratório. Os componentes são simples, desde o carvão vegetal à própolis, e o resultado: puns cheirosos para humanos ou cães!

Deixo-vos o site oficial, caso queiram fazer uma encomenda pelo Natal ou, simplesmente, melhorar a vossa atmosfera social:

http://www.pilulepet.com/en/

 E porque estou eu a falar de puns? Tem a ver com o próximo post.

Carolina V. Marsden é uma artista e designer gráfica que trabalha com bordado. Começou a bordar em criança, uma atividade que lhe permitia refletir e simultaneamente distanciá-la dos seus problemas. Crê que as mulheres eram ocupadas destes trabalhos para não se aperceberem que as questões públicas lhes estavam vedadas. Nos anos 70 algumas artistas apropriam-se destas competências vitorianas apontando os valores patriarcais de que arte (e sociedade) estão imbuídas. A sua obra procura mostrar momentos do seu próprio poder nas relações modernas. “Eu gozo com os avanços sexuais desajeitados dos homens e redesenho o futuro idílico do casamento representado em muitos bordados Vitorianos”, explica.

embroidery_sampler 2011 Leia o resto deste artigo »

Este grupo de amigos nova iorquinhos faz-se fotografar em cenários que incluem um único elemento comum (nem sempre fácil de encontrar): um dildo de borracha. Pessoalmente já me diverti muito com eles, alegram-me o tumblr e o instagram.

Fiquem com algumas fotografias de “Subtle dildo – An installation art project about the place of rubber in our lives”.

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