Archives for category: Sem categoria

Autosave-File vom d-lab2/3 der AgfaPhoto GmbH Leia o resto deste artigo »

traicao

Vem um GIF. Pois é. Isto porque eu gosto de aproveitar todas as ilustrações da Filipa, que me enviou duas para o tema que seguirá… A traição! (e o amor e cenas). Gostaria ainda de me desculpar por este interregno. Não foi (só) culpa minha. E não, não estive de férias – o meu callcenter continua tão animado como sempre. O problema foi mais ao nível dos artefactos e das pessoas.

O meu computador desenvolveu uma qualquer enfermidade que lhe dá uma absurda lentidão que, para pessoas como eu, com dificuldades mentais seríssimas no campo da resistência à frustração ao bloqueio tecnológico é o mesmo que dizer existiram lágrimas, insultos àqueles que mais bem me querem e uma pré-rotura psicótica. Bom, talvez esteja a exagerar, mas foi mesmo mau. E ainda pior foi a minha batalha pré-legal com a FNAC do Chiado que me vendeu um equipamento estragado e demorou cerca de 2 meses a devolver-me o seu valor. Acabei a comprar outro computador na FNAC, imaginem lá. Parece estar operacional, mas isso deve-se ao escrutínio obsessivo do meu pai, que colecionou as características de todas as máquinas para o meu plafom e criou uma base de dados extensa em Excel, para facilitar a minha decisão. 349.99 euros depois cá estou eu. Sim, sou esse tipo de forreta.

Como veem a minha escrita não está com aquela fluidez do costume, o que se deve provavelmente ao facto de o meu cérebro existir em inglês americano 45 horas por semana. Vamos ver como corre.

O próximo post será sobre a traição e o amor. Cheers.

botoes

Os casais deviam concentrar-se em não saber tudo sobre o outro, em não procurar fórmulas para o orgasmo ou aprender técnicas para proporcionar prazer. O aprimoramento da técnica tem o seu lugar, claro, e não é um esforço vão, contudo, ao otimizarmos qualquer coisa estamos necessariamente a aborrecer-nos. É como quando nos deslocamos para um local específico da plataforma do metro porque sabemos que nos encaminhará para a saída mais próxima na estação de destino. Se fizermos a travessia todos os dias este comportamento torna-se automático e deixamos de reparar nele. É a mesma coisa com os broches. O que interessa a eficácia se não fruirmos o processo? Às vezes até pode dar jeito. Despachamos a coisa e tal. Mas se quisermos mesmo que a ação reverta em algo significativo não há técnica que nos valha. A não ser que queiramos reproduzir o mesmo procedimento over and over and over. Boring. (Se notarem alguma sobreutilização de vocábulos estrangeiros tem que ver com o meu querido callcenter americano).

Não importa saber pôr a língua ali ou o dedo acolá. Talvez importe mais não chegar lá de todo, ou acertar ao lado, mantendo a hipótese de transgressão.

Ninguém se vai lembrar de um orgasmo. A não ser o nosso cérebro, claro, que fica viciado em dopamina. Na altura de fantasiar o que importa é o percurso até lá chegar (se se chegar). Não é a recordação de um orgasmo que vai levar à procura de outro.

O clímax é fácil. Requer um momento de concentração e movimentos bem aplicados. Tem muito mais a ver com o próprio do que com o que quer que o outro lhe esteja a fazer. Por isso é que existem orgasmos sem desejo e até sem prazer. Porque a excitação fisiológica pode existir por cima de tudo isto.

Não quero ser mal interpretada. Eu não estou a renegar a importância do orgasmo. (Sinto que tenho sempre que pedir desculpa por dizer estas coisas). Estou a apenas a anexá-lo para segundo plano no que toca à fantasia.

Porque é que os primeiros relacionamentos púberes podem ser tão excitantes? Porque há muito espaço para a fantasia e para a descoberta. Aliás, em situações ortodoxas só há mesmo fantasia. Não há grandes planos nem se sabe bem o que esperar. O mesmo acontece em relações novas. A excitação vem das possibilidades a existir e muito menos da realidade.

Não se iniciam relações a pensar em atingir o instante orgástico. Inicia-se uma relação porque é excitante, porque aquela pessoa nos dá pica, é estimulante, e queremos que nos toque (mas não sabemos bem onde). Em todo o lado, provavelmente.

A técnica e eficácia em proporcionar prazer parecem-me algo imberbes e só dão frutos ao ínicio. Depois é o salve-se quem puder ó meu deus o que é que eu faço para isto continuar interessante. Não há grandes conselhos. Só dois. O primeiro é explorar todos os recantos da pele. A pele é o maior órgão do nosso corpo. Mas esgota-se. A fantasia não – o segundo conselho. Portanto há que puxar bem pelo arquivo erótico do passado e apostar em cenários do futuro.

That’s all folks.

Comecei este blogue há um ano, se bem que a ideia me andava a apoquentar há um pouco mais. Mudara-me muito recentemente para casa dos meus pais. Isto em Setembro 2013. Cheguei de orgulho ferido mas sem vislumbres de dúvida, era a coisa acertada a fazer. Andava com umas insónias loucas. Um dia, aí no fim de Outubro, acordei às quatro e meia da manhã de olhos esbugalhados na penumbra e comecei a bater teclas em associação livre. Vejam lá que até fiz uma análise SWOT do projeto, ainda com nome a designar. É o que dá ser obrigada a frequentar os cursos de empreendedorismo da Ordem dos Psicólogos. Por falar nisso descobri que em 2014 paguei 1256 euros para ser psicóloga, nada como tratar do IRS para ficarmos com a franja em riste.

Comecei a escrever uns textos. Apesar lhes ter afeição parece que já foram escritos há tanto, tanto tempo. Mas não tinha nome. É muito difícil escolher um bom nome. As minhas outras opções eram “amêndoas torradas” ou “pinacolada“. A primeira refletia tão-somente os meus hábitos alimentares da altura, a segunda apenas uma piada. Francamente má, pelo que agradeço a inspiração divina que me levou ao Pronto a Despir. É um ótimo nome.

Comecei por deixar tudo no anonimato, pelo que apenas os meus amigos liam os meus textos. Situação que permanece quase imutável. A única adição é que a minha mãe é a minha seguidora mais fiel. A seguir vem a minha avó. A mãe da Filipa, a quem devo as bestiais ilustrações do blogue, é possivelmente a fã nº 3.

Mas lá fui parar à televisão, apesar da profusão inacreditável de seguidores que tenho, que são para cima de 10. O meu registo no programa “Faz Sentido” da SicMulher é bem mais sério do que no blogue, mas não me queixo. Afinal, sinto que estou a contribuir para educação sexual de uma massa um pouco maior, que é talvez o meu maior objetivo. Alguém tem que lutar contra o envenenamento cerebral que causa o Quintino Aires… Os meus 10 seguidores, pelo menos, têm acesso a informação mais pertinente.

E é isto. Um ano depois continuo a escrever heresias. Agora com vista para o Cristo Rei (e até tenho um sofá novo). Escrevo no meu querido blogue mas também para a revista Brasileira Obvious. Um pouco menos do que outrora, é verdade. Afinal tenho um full-time num call-center de loucos (um dia conto) e risquei “precária” do Sobre. Enquanto o Pronto a Despir me continuar a dar este prazer por cá andarei.

(Além de que fiz 29 anos ontem).

cuni

Há de facto qualquer coisa de espantoso quando boca e língua se aplicam disciplinada e eficazmente na sucção vibrátil de toda a área da vulva. Se aliadas a um dedo ou dois e fazer coceguinhas naquela parede rugosa lá de dentro, nem se fala. Exceto, claro, quando não é espantoso.

O cunnilingus é habitualmente pensado como uma forma nobre de atividade sexual, em que um elemento ativo veste a capa do altruísmo e se atira de cabeça (mesmo) à indagação lingual da genitália feminina. O minete, meu amigos, enaltece quem o pratica. Já o broche não eleva ninguém, mas isso é outra conversa.

Hoje narro a Ode Ao Mau Uso do Minete, porque nem tudo neste ato é necessariamente de calibre superior. Parto daquele momento em que duas pessoas sabem que vão fazer sexo. Um deles decide-se a proporcionar divinas dádivas lambidelas e migra para Sul. Encontra uma vulva. Gordinha e cintilante. Inicia a sessão de lambuzamento.

“Mas, mas, mas o que é que vais fazer aí abaixo? Eu estou bem, não é preciso molhar mais. Ah isso é bom. Assim devagarinho. Isso. Devagar. Devagar. Vá. Calma. Eu gosto mas também não é preciso exagerar… Calminha. Calma! Assim estás a lambuzar tudo!

Vá concentra-te, ele está a esforçar-se. Bom. Isto é bom. Estou é a sentir uma corrente de ar. De onde vem este vento? Não me posso constipar por ali, pois não? É porque estou encharcada e isso não é nada bom. Claro que não me constipo, que estupidez. Toma atenção. “Sexo oral é incrível”, toda a gente sabe. Oh meu deus estou a sentir a baba a escorrer pela coxa. Sim, é oficial, tenho uma cascata de gosma vaginal ensalivada a desaguar em enxurrada nos lençóis de lavado. Será que antes de passarmos à próxima parte posso absorver com um guardanapo? Bom, mais vale agora tentar concentrar-me nisto. Vá lá, um orgasmo e acaba. Um último esforço. Epa, não consigo não consigo sentir nada com essa fricção desenfreada. Ai ai ai. Até parece que sinto um formigueiro. Acho que estou a ficar dormente. O que é que ele está a fazer? Vai usar os dedos, ok. Cuidado, não gosto de sentir unhas. Hum? O que é que…? Não cuspas. Não te atrevas a cuspir. Nãaaaaaaaooooooooo! Porquê meu deus? Quero um kleenex e é já!”

To be continued…

Hoje tinha programado escrever sobre cunnilingus mas sofri um evento de vida que urge partilhar.

Inscrevi-me no ginásio, apesar da eterna lesão da virilha direita e daquele estalido rotular que já encaro com carinho, e lá fui a uma aula matutina do Ginásio Clube Português. Daquelas em que a média da população ronda os 65 anos com um desvio padrão para a pré-reforma e outro para o cuidado geriátrico. Se pensam que encarei a tarefa com arrogância, estão muito enganados. Toda eu sou humildade.

Dei uma corridinha, estiquei uns grupos musculares e muito satisfeita concluí que findaria a sessão sem lesões. Uns agachamentos para aqui, uns pesos para ali – de 2 quilos, coisa pouca, que eu queria tratar-me com meiguice -, tudo correu dentro dos limites do expectável. Aula de intensidade moderada, tecnicamente controlada e sem levar nenhum reformado à vergonha alheia. Até que me deu a confiança.

Pus-me de pé num ápice e com 28 anos de existência compreendi o verdadeiro significado de ver estrelas. Não é que uma pessoa veja estrelas, mas fica de noite, por mais que abra os olhos. E depois há aquela sensação da vida a esvair-se pelos braços e pernas, como se quisesse juntar-se à Deusa no coração da terra. Os pensamentos são profusos mas num único sentido: “Please com 3ª idade a ver nãaao!”

Uma pessoa engole o orgulho e senta-se num cantinho. Mas o orgulho é uma coisa lixada e logo quer levar a sua avante. Pela goela. Eu não me limitei a bater em retirada. Ainda tive tempo de sentir o meu orgulho a incorporar-se numa bola de bílis que, em hercúleo esforço anti gravitacional, se elevou ao longo do meu esófago e… “Burb”. Bolsei. Temia um vómito em jato, pelo que até encarei o resultado com otimismo.

“Podia ter sido pior”, refleti, e lá me encaminhei para os balneários. Só foi pena ter entrado nos masculinos. Ainda me lancei uns bons 20 metros adentro até ter sido intercetada por um aposentado em cuecas.

R.E.S.P.E.C.T. para a turma sénior das 8.30 GMT.

E sim, amanhã falo de sexo. (Mas no fundo está tudo relacionado).

(e quem diz amanhã, diz para a semana, ok?)

1 Leia o resto deste artigo »

SP

As férias fazem mal, toda a gente sabe. Três semanas de Brasil tornam qualquer atividade laboral indigesta. Por isso mesmo, enquanto mantiver o jetlag, pretendo alimentar o corte com a realidade e reviver os meus últimos dias, outrora menos vestidos.

Esperava em São Paulo encontrar amigos e as memórias de outros amigos, que por lá viveram, e comida, muita comida. E encontrei. Disseram-me que não ia encontrar amor mas sexo, meus amigos, não falta. Por onde começar? Pela porta de minha casa.

Bem à minha porta, na Praça Roosevelt, encontrava uma moradora de rua transexual dormindo sobre caixotes desmontados e imundos. Todos os dias me obrigou a imaginar o que a levou ali, se a identidade sexual contrária ao que lhe foi atribuído, se outra coisa qualquer. Depois havia os skatistas. De todas as categorias. Alguns deles um pouco trans. São Paulo tem tudo em tanta quantidade que até os skaters podem expressar géneros. Depois há os puteiros (aka bordéis) cheios de meninas à porta, que podem muito bem ladear um boteco (bar/tasca) ou uma academia (ginásio), e assumir com toda a ligeireza a atividade a que se dedicam. Poderia continuar a discorrer acerca de diferenças, mas vou focar-me nas linguísticas. E não, não abrasileirei, mas estou preparada para acusações dos mais puristas. Já é o que é por causa do acordo… Ora bem,

Por favor não expressem “Dói-me imenso o rabo” em lugar algum, muito menos na bicha do supermercado. Em minha defesa, quando estava em Ubatuba, Estado de São Paulo, escalava morros com pelo menos 30% de inclinação para desembocar na pequena praia do Cedro. O problema era a volta, que implicava um enorme esforço de travagem do grande e médio glúteos, de modo a não rebolar morro abaixo. Aparentemente “rabo” é uma das variadas expressões desemparelhadas entre os dois países irmãos. Julgo que todos aqueles paulistas julgaram que o meu fim de semana tinha implicado uma enorme surra de piroca anal, a avaliar pelos olhares curiosos de que fui alvo. É um pouco como perguntar “Tem café de saco?” – uma péssima ideia. Qualquer lojista português indicaria o caminho para filtros e moagem de cafeteira. Contudo, em português do Brasil, “saco” é a expressão comummente empregada para designar escroto. Escroto! Como se não bastasse espalhar aos quatro ventos que tinha o ânus em agonia, ainda buscava revitalização matinal com néctar testicular. Ótimo.

Mas não acaba aqui. As confusões multiplicam-se. Experimentem perguntar a pessoal simpático do Pará – um Estado do norte do Brasil que parece que tem uma feijoada verde que é uma delícia – “Opa, estão a gozar comigo?”… Silêncio. Confusão. Gargalhadas ensurdecedoras. Leonor Oliveira, líder em imagética pornográfica desde Abril 2015. Eu sabia o que significava, ok? Mas esqueci-me (por diversas vezes). “Vamos dançar todos nus e ter orgasmos simultâneos, meus bons amigos do Pará e da feijoada verde”, foi o que eu lhes disse, no fundo.

Ah mas a vingança portuguesa foi bela… Nada como questionar companheiros de língua de um continente distante acerca do possível significado de uma expressão – autoclismo, no caso. Despeço-me com uma entrada do dicionário informal das minhas férias:

Autoclismo, s.m. (auto + [cata]clismo)

Clímax sexual resultante do estímulo manual e/ou mecânico dos próprios órgãos sexuais.

São Paulo é avassaladora. Difícil de perceber. São Paulo são muitas São Paulo e aterrar nela é perdermo-nos num cenário inimaginável de concreto armado (que é como se diz betão nesta língua, que é a minha mas não é ao mesmo tempo). São Paulo não acaba.

São Paulo é alta também e só quando subimos às suas alturas nos encontramos novamente. É que lá em baixo, no nível térreo, nos sentimos perdidos porque não enxergamos o que vimos da aeronave. E São Paulo fica quase pequena e mesquinha. Maltratada e mal amada. Cheia de morador de rua, de sujeira e de feiura. Depois subimos ao Martinelli e ficamos aliviados. “Estou aqui”. É que causa muita estranheza a uma lisboeta não ter colinas nem referências, só betão em altura. Concreto, isto é. 

E depois há o pôr do sol. Tão perfeito do topo da praça Roosevelt, onde fica a minha casa paulista. Como esta cidade feia fica linda ao pôr do sol. Não é o pôr do sol que é lindo, é São Paulo.

Estive a pensar e talvez devesse se chamar só “Paula”, porque é claramente uma mulher, que não é santa nem é sã. São Paulo é, na verdade, uma puta, contou-me o meu amigo Henrique, “a gente usa e fode ela o tempo todo”, “Lisboa é mãe solteira”. Roubaram os jardins e a água a Paula mas Paula continua a parir e a servir a gente. Paula chega para todos. 

Estou agora no Rio e chove. Vim de Ubatuba, ou “Ubachuva”, e antes de Paula, e não choveu. 

Nota: este artigo foi escrito ao abrigo do artigo que bem me apeteceu.

BRASIL (1)

Rumo ao Brasil. A São Paulo, que será a minha casa, mas também a Ubatuba, a Paraty e ao Rio, onde olharei outro Cristo, maior do aquele que me mira de Almada todos os dias. Sou inundada de questões pertinentes. Desvendarei finalmente as artimanhas brasileiras da sedução? Será verdade que os brasileiros são o povo do mundo cuja duração das relações sexuais excede todos os outros? Claro que há coisas que eu já sei: é do conhecimento universal que “as braseiras dão mais o cu”. Até porque toda a gente sabe que todas elas têm rabos reef. Ou melhor, “bundas”, tenho que começar a adotar vocábulos nativos. Abundam dizeres sobre bundas. São verdades tão incontestáveis como o facto de todas a portuguesas serem feias e bigodudas. E fazerem ótimo pão. Ai os estereótipos.

Agora a falar a sério. Uma vez vi um foto-documentário acerca de padeiras portuguesas e jurei que nunca mais ia tentar combater tal boato. Bigode era o menos agora a barba impressionou-me, em rolinhos, como o cabelo de judeus ortodoxos. Quer dizer, só pensei em judeus porque estou a ler um livro em Jerusalém. A verdade é que a barba das padeiras aparentava uma zona pudenda pré-púbere, semeada de pilosidades mal semeadas. O que nos traz ao que interessa: sexo, pois é.

Na verdade não sei o que esperar do Brasil e dos brasileiros, apesar de todas as ideias de outros que vou transportando comigo. Não sei se os brasileiros fazem mais sexo ou não. Se fazem tem certamente a ver com o calor. Chega que Inverno lisboeta, de quartos virados a norte e de adventos traumáticos do primeiro contacto com os lençóis. Até me espanta que os europeus façam sexo de todo durante o inverno. A não ser que durmam no hotel de aeroporto que eu dormi em Paris antes de me pôr na alheta para São Paulo. O CitizenM. Meu deus. Uma king size encaixada num quarto futurista, com uma casa-de-banho de de vidro fosco no meio, cortinas e neons de todas as cores. Programáveis. Apreciei particularmente o ambiente “party”, que transformava a atmosfera numa sucessão de pantones arco-íris. Por fim senti que talvez fosse um ritmo PRIDE demasiado alucinante. Fiquei-me pelo ambiente “movie”, um vermelho escuro, constante, a meia luz, muito adequado para a visualização de pornografia. Que era, aliás, o que me era oferecido no catálogo. Aí pensei para os meus botões que talvez tivesse ido parar a um motel, só para evitar o Íbis. As reviews eram óptimas e o preço o mesmo…

Anyway, encontro-me a escrever no telemóvel e dentro de umas horas aterro em Guarrulhos. Mato saudades dos meus amigos de sempre e discutirei muito acerca de sexo. Não descansarei enquanto não desvendar todos o segredos brasileiros do sexo! Ou muitos deles, pelo menos. Ou alguns vá. Um ou outro já não era mau.