La petite mort

Sabiam que “la petite mort” é uma expressão francesa utilizada para descrever o orgasmo? Se sabiam, parabéns, mas eu aprendi muito recentemente. Esta semana passou na RTP2 um documentário homónimo em que mulheres cisgénero de várias idades e preferências sexuais falam dos seus orgasmos cheias de sinceridade, poesia e humor. Puxem lá isso para trás nas vossas boxes e embarquem nesta curta aventura (são só 25 minutos) de prazer feminino. Podem também seguir a realizadora no instagram em @lapetitemort_doc

Assexualidade

O que é a assexualidade?

Assexualidade é, de acordo com a comunidade Ace (uma designação usada entre compinchas assexuais), uma pessoa que não sente atração sexual e que não deseja ter atividade sexual. Assexualidade não é uma escolha, como o celibato dos padres, ou a abstinência noutras populações religiosas. A assexualidade é como qualquer outra orientação sexual e até ganhou direito à sua letrinha em LGBTIA+ (“A” é de assexual).

As estimativas apontam para que cerca de 1% da população seja assexual. 1% é muita gente neste mundo e, como em todos os grupos de gente, grandes ou pequenos, há muita diversidade. Alguns assexuais não têm interesse em ter relações sexuais ou, sequer, românticas – são ”aromânticos” – e outrxs desejam ter parceirxs. Apesar de a maioria não ter grande interesse em sexo, não quer dizer que não se masturbem ou que não tenham nenhum tipo de atividade sexual. Alguns assexuais descrevem o ato de masturbação como algo meramente físico, um alívio de tensão, e não lhe dão qualquer conotação sexual. Outrxs estão com pessoas que não são assexuais e têm relações às vezes, sem desconforto – não são menos assexuais por isso. Há aquelxs que não desejam nenhum tipo de atividade sexual nas suas vidas. Não desejar sexo é normal e é ok, ok?

Sex facts #3

Haruta é o nome dado à figura da prostituta da Babilónia e também significa ‘liberdade’ em hebraico. In Esther Perel, “Mating in Captivity”, p. 175

Eu não sou estudiosa do Talmude, mas reza a história que Rabbi Hiya Bar Ashi estava no seu jardim a implorar a Deus para o livrar da tentação (sexual, pois claro), e a sua mulher o ouviu. Como já havia passado anos sem sexo entre os dois ela resolveu disfarçar-se de Haruta e tentar Bar Ashi. Ao aproximar-se deste ele faz-lhe uma proposta, das indecentes. Ela aceita e pede uma romã do seu jardim como pagamento. Ao chegar a casa encontra a mulher a preparar o fogo para aquecê-los pla noite e não vai de modas, atira-se lá para dentro. A mulher impede este suicídio e conta-lhe que Haruta era na verdade ela mesma, e que não havia pecado, ao que ele responde “Eu, porém, queria o proibido” – que é como quem diz, pequei sim senhora, que na minha cabeça eras outra e isso já é suficiente.

Quais são as vossas reflexões sobre esta bonita parábola sobre pecado e transgressão no pensamento judeu? Além, claro, do facto de a mulher de Bar Ashi não ter nome (as culturas cristãs e judaicas cruzam-se em muitos pontos). Se alguém conhecer mais detalhes sobre Haruta contem-me, não consigo encontrar grande coisa e parece uma figura interessante.

Lube, Lube e mais lube

Usei a designação “lube” porque escrever “lubrificante, lubrificante e mais lubrificante” ficava algo extenso. Não posso avançar que lubrificante é a solução para tudo na vida, mas no que toca a sexo não estou longe da realidade. Ok, mesmo que não seja solução para tudo torna tudo melhor, isso é certo. Vamos lá.

Há vários tipos de lubrificante: de água, de silicone e de óleo. Eu pessoalmente finjo que os últimos não existem, porque não sinto que tenham qualquer vantagem. São meio nhanhosos (que é uma palavra que não existe, mas que se aplica) e não podem ser utilizados com os mais vulgos preservativos. Não estou a falar de estimulantes à base óleo (de quente, frio, etc.), que esses até uso, mas com objetivos completamente diferentes.

Os meus lubrificantes preferidos são os à base de água, sobretudo da marca @sliquid, que quase mimetizam a lubrificação real. Podem ser utilizados com todo o tipo de brinquedos e barreiras de sexo mais seguro, contrariamente aos outros dois tipos de lubrificante.

Os lubrificantes de silicone não podem ser utilizados com brinquedos de silicone (faz sentido, porque senão – fusão), mas são ideais para mucosas que não lubrificam, como o ânus, uma vez que não se volatilizam, como os de água. E vocês, que tipo preferem?

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